Projeto de extensão da UFRJ incentiva meninas de escolas públicas municipais a seguirem carreira nas ciências exatas

 

 

WhatsApp Image 2020 03 13 at 13.02.42

 

Por Ana Luiza Oliveira

20/03/2020

 

No mês mundialmente dedicado às mulheres, o primeiro grupo a sequenciar o genoma do Coronavírus foi formado majoritariamente por mulheres. As brasileiras da USP, assim como mulheres de todo o mundo, mostram sua contribuição na pesquisa e inspiram outras mulheres a ocupar espaços de conhecimento na sociedade. Na UFRJ, o projeto de Extensão “Meninas na Química: Encorajando mulheres a mudarem o mundo” se aliou à luta pela promoção da equidade de gênero na ciência. 

 

Apesar de muitas mulheres participarem ativamente da Ciência, historicamente, essa área foi construída como um ambiente de domínio masculino, na qual muitas vezes as contribuições femininas acabam esquecidas. Como forma de incentivar a participação das mulheres e meninas em todas as áreas do saber, apelidado de “It Girls da Ciência”, a extensão ganhou esse apelido por introduzir meninas na química para influenciar. O objetivo é incentivar alunas de escolas públicas a fazerem ciência. “A ideia original do projeto é que possamos ser mulheres inspiradoras na vida de outras mulheres”, afirmou Juliana Milanez, professora e coordenadora do projeto.

 

WhatsApp Image 2020 03 13 at 12.50.51Ludmila Assis, de 20 anos, é aluna de graduação em Química na UFRJ-Macaé e extensionista no projeto. Para ela, a extensão é uma oportunidade de ter um contato prático com a profissão de educadora e inspirar outras meninas a gostarem de ciência. “Sendo uma ‘it girl’ eu sinto uma responsabilidade enorme de poder mudar pelo menos um pouco a visão de cada menina ali e do que elas esperam para o futuro”, disse Ludmila. 

 

Reunindo-se uma vez por semana no campus UFRJ-Macaé, o grupo It Girls da Ciência participa de aulas práticas e teóricas que giram em torno do contexto da água e da educação ambiental. Sobre isso, Juliana explica: “essa questão da água surge porque Macaé tem uma dificuldade: nem todo mundo tem acesso à água de qualidade no município. Então a gente fala desde a parte química, físico-química, até a parte de tratamento e de uso cotidiano. Passamos por vários experimentos envolvendo a temática água.” 

 

Por muitos anos, o protagonismo feminino foi restrito à áreas relacionadas aos cuidados ou trabalhos domésticos, os homens eram uma maioria esmagadora em muitos ambientes. Hoje, as mulheres já chegaram às reitorias universitárias, à presidência da República,  à coordenadoria geral da Força Nacional, e até conquistaram prêmios renomados como o Nobel de Química. Esse avanço significativo mostra que a luta para ocupar certos espaços tem tido êxito. “Eu vejo como uma contribuição para a ciência tendo mais mulheres para esse meio acadêmico, a gente pode consequentemente ir quebrando os estereótipos machistas”, afirma a extensionista Ludmila. 

 

No projeto de extensão, além das atividades científicas, as alunas também são incentivadas a narrarem suas experiências para que os relatos possam despertar em outras meninas o interesse pela ciência. “A gente incentiva que elas falem e escrevam a respeito das vivências que elas estão tendo, para que elas construam a sua própria história nessa vivência”, declarou a Coordenadora. 

 

Para o bom funcionamento do projeto, a equipe, que conta com cinco docentes e duas alunas extensionistas de graduação, se reúne durante dois meses para pensar e construir as atividades a serem executadas com as meninas das escolas. A extensão retoma as atuação em abril, quando recebe mais cinco ou seis meninas de uma outra escola do município de Macaé. A parte mais interessante desse retorno é que as alunas mais antigas do projeto vão executar atividades com as alunas novas, vestindo verdadeiramente a camisa do que é ser uma It girl.

 

As duas, tanto Ludmila quanto Juliana, já colhem frutos do bom trabalho feito com essas meninas. Elas afirmam que algumas alunas melhoraram o desempenho escolar nas disciplinas exatas e já demonstram o interesse pelo ambiente físico universitário: “isso traz para gente uma ponta de esperança e de certeza de que projetos dessa natureza, que são bem intencionados e bem executados, tem o poder de diminuir desigualdades educacionais e de gênero”, declarou a coordenadora. 

Logo UFRJ faz 100 anos rodape ouvidoriarodape sigarodape sigpetrodape sigprojlogo forproex nacional novo

UFRJ | Graduação | Pós Graduação e Pesquisa | Planejamento, Desenvolvimento | Pessoal Gestão e Governança | Políticas Estudantis |Prefeitura

Praça Jorge Machado Moreira, s/nº, Cidade Universitária, Rio de Janeiro, RJ - CEP 21941-592

Tel. (21) 3938-0494 / (21) 3938-0617 - E-mail: gabinetepr5@pr5.ufrj.br

UFRJ PR5 - Pró-Reitoria de Extensão
Desenvolvido por: TIC/UFRJ